Quem tem um negócio de sucesso pode avaliar a possibilidade de transformá-lo numa rede de franquias e são necessários pelo menos três passos para se tornar um franqueador de sucesso

Você tem um negócio de sucesso e adquiriu experiência e know-how no seu segmento de atuação. Já foi procurado por pessoas interessadas em replicar o modelo e acredita que a expansão por franquias pode ser uma boa opção para ver sua marca em todo o Brasil – e, quem sabe?, até no exterior. Para ser uma rede de sucesso será preciso desenvolver diversos processos e investir numa estrutura, mas existe um começo que toda franqueadora deve seguir e, hoje, falaremos sobre os 3 passos para se tornar um franqueador. Para saber quais são eles, leia este texto até o final.

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Saiba quais são os 3 passos para se tornar um franqueador

Para ter certeza que a franquia pode ser uma boa opção para o seu modelo de negócio, é necessário iniciar essa análise realizando um ‘estudo de viabilidade financeira’. Ele será o primeiro passo, já que é nesse processo que são levantados todos os dados do negócio, trazendo exatidão à possibilidade de franqueá-lo.

A segunda etapa consiste na ‘formatação do negócio’. Aqui, muitos quesitos precisam ser definidos, como o plano de negócios, o estudo de viabilidade financeira, o formato da franquia, o processo de seleção, além das estratégias de capacitação e gestão da rede franqueada.

O último passo é a ‘formatação jurídica’, que deve contar com a atuação de um advogado especializado em franchising. É ele quem ficará responsável pela Circular de Oferta de Franquia, Contrato de Franquia e Contratos Acessórios.
Para entender melhor, veja a seguir veja cada passo detalhadamente.

Estudo de viabilidade financeira para ser franqueador

Inicialmente, é feito um levantamento que avalia o cenário atual da empresa que pensa em aderir ao modelo de franchising, além de analisar como se encontra o mercado. É a partir disso que o empresário terá uma noção se o sistema de franquia é o mais adequado para a expansão desejada e para a distribuição de produtos e serviços.

Tendo uma resposta positiva, é com base nisso que será definido o modelo de franquia e os padrões a serem adotados. Fazem parte deste processo, ainda, o levantamento do valor financeiro que será necessário para a implantação e a projeção do quanto pode resultar a operação. Ela precisa ser rentável para o franqueador e também para aqueles que serão franqueados, tudo isso comparado a outras marcas que já oferecem franquias.

Formatação do negócio de franquear

Neste passo, é importante começar pelo plano de negócios. Com o estudo de viabilidade financeira em mãos, tem início a definição do Plano de Expansão e estratégia de abertura das novas unidades franqueadas. Com base nos resultados do levantamento, define-se o prazo de retorno para o capital investido, a taxa de franquia, dos royalties, Fundo de Propaganda e demais taxas a serem cobradas pelo sistema.

O Plano de Expansão será ainda elaborado de acordo com o perfil daquele determinado negócio e compatível com as características do mercado. Também será possível estipular o perfil ideal dos futuros franqueados.

Na sequência, vem a manualização, que nada mais é que a estruturação do manual da franquia. Isso vai desde as orientações que serão passadas aos franqueados até o modelo de trabalho que a franqueadora adotará. Também será detalhado o projeto arquitetônico e de decoração das lojas e também serão mapeados os processos, definido o sistema de gestão e tudo o que será objeto de treinamento e de padronização dentro da rede.

Essas metodologias podem ser testadas em uma unidade-piloto para que, enfim, o Plano de Expansão seja colocado em prática.

Feito isso, é o momento de avaliar a capacidade de investimento. Isso dificilmente acontecerá nas primeiras unidades implantadas, já que para atingir um equilíbrio a rede precisará de um tempo. E pensando em uma possível dificuldade inicial, a orientação é para que o franqueador tenha capital próprio, caso precise resolver algum problema financeiro. Outra orientação é iniciar no mercado regional, para depois buscar por outras localidades – é o chamado crescimento concêntrico ou em caracol.

Para que o mínimo possível de problemas surja com a expansão, é imprescindível ter estratégias muito bem definidas. Ter conhecimento das oportunidades e ameaças de mercado é fundamental para isso. O planejamento não elimina totalmente os riscos, mas aumenta as chances para que tudo dê certo , tanto para o franqueador como para o futuro franqueado.

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Formatação jurídica da Franquia

Em março de 2020, entrou em vigor a nova Lei de Franquias, de número 13.966/2019 e que substitui a Lei nº 8.955/94. As redes de franquia precisaram, então, revisar seus instrumentos jurídicos. Agora, quem dá início a essa expansão já faz a formatação com base na nova legislação.

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Assim como na lei antiga, a legislação atual privilegia a autonomia da vontade das partes em relação aos termos e condições do Contrato de Franquia. Ela, porém, exige maior transparência na elaboração e entrega da Circular de Oferta de Franquia (COF).

Por isso, é importante contar com um advogado especializado em franchising no momento de ter esses documentos. Eles precisam ser feitos especialmente para cada negócio, com um profissional experiente no ramo de franquias. Eles definem e protegem aspectos críticos como objeto e características da franquia, territorialidade, taxas, direitos e deveres das partes, mix de produtos e serviços e forma de abastecimento, entre outros.

No Contrato de Franquia, devem estar dispostas as regras que guiarão a relação jurídica entre franqueador e franqueado. Já a Circular de Oferta da Franquia é desenvolvida para que o franqueador possa deixar claras as condições gerais do negócio, incluindo aspectos legais, obrigações, deveres e responsabilidades das partes. Então, é importante que o documento seja bem elaborado e completo.

Cabe, ainda nesta etapa, a elaboração dos contratos acessórios, que incluem Pré-Contrato, Contratos de Locação e demais contratos com fornecedores e prestadores de serviços.

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